sábado, 3 de junho de 2017

6 Chiang Mai/Chiang Rai/Chiang Mai - Dia 04/05/2017 Templo Branco - Oriental ou Ocidental, você está em que grau?

Dia 04/05/2017 - Quinta-feira
Como tínhamos pegado o contato do Boss do aeroporto que nos trouxe de Van no dia que chegamos, o Sérgio entrou em contato com ele e agendou a visita ao Templo Branco - Wat Rong Khun. (Baths 500 cada).

O Sérgio não nos acompanhou ao Templo, pois, preferiu fazer um curso de culinária Tailandesa, o intuito dele além de aprender algo mais, foi fazer uma noite na escola dele, com jantar e compartilhamento com seus alunos que não puderam ir, dessa experiência maravilhosa que é conhecer um país tão diferente do nosso, com essa cultura tão peculiar.

Nosso medo era que nas agências normalmente se fecha um passeio longo, que pára em vários lugares e saí às 8h00 da manhã e só retorna 21h00, essas são as vantagens de se estar em um grupo, poder fazer seus próprios roteiros.

A Ida de Chiang Mai até Chiang Rai onde fica o templo leva 2h30/3hs (186 Km de Chiang Mai) horas de estrada.

Nosso guia, nos avisou que caso a gente quisesse parar para fazer xixi era só avisar.
Bom diante da gente não pedir isso, ele mesmo fez uma paradinha num lugar "fofuxo", para a gente fazer um "pipis" e comer alguma coisinha. Comprei apenas uma água (Baths 10).

Foto by alguém no celular a Marta.


Foto by Déa

Ao chegar ao templo primeiro a gente passa por um corredor, com lojinhas e restaurantes e a catraca da entrada (Baths 50). Li vários lugares que a entrada era gratuita, porém, nos tivemos que pagar.
O templo funciona das 6h30 ás 18h00
Para tirar fotos sem ninguém, chegue cedo ou próximo de fechar, por que, o lugar é lotado.

Assim que chegamos eu já tratei de dar meu show.
As meninas resolveram ir ao banheiro, eu sempre atrasada fui alguns segundos depois, quando entrei, achei estranho e vazio, mas cabeça mole que sou, entrei no reservado e fiz meu xixi em pé, como costumo fazer em lugares públicos, graças a Deus.
Ao sair, minha gentiiii, tinha uns três homens de costas no mictório (que eu nem tinha percebido) mijando. Que ao me verem no espelho se viraram assustados, mas não mais do que eu, que saí feito um furacão, rindo de sair lágrima.
A cabeção aqui entrou no banheiro masculino....kakakakaka...graças a Deus não vi nada mais do que três caras de olhinhos puxados assustadas olhando pra mim. Acho que o pavor deles era maior do que o meu...só acho!

Bom minhas amigas demoraram mais alguns minutos para sair e me encontrar e seguimos para o templo.

O templo é uma criação do artista artista Chalermchai Kositpipat, que recusou financiamento para ter liberdade de criação. O Templo é feito de amianto e a cor branca é para simbolizar a pureza do Buda,  ele comprou um antigo templo e começou sua obra em 1997 e a previsão de término é para 2070.
O complexo todo terá 9 templos.
O único espaço que foge da cor branca são os banheiros que são na cor dourada que representa prosperidade. (esse é o banheiro do templo, não o banheiro das lojinhas onde dei meu honorável mico)
O  templo impressiona pela beleza, ele é tão, tão branco, com espelhos que ofusca nossa visão. Tem um lago e muitas esculturas detalhadíssimas: 

Foto by Bruna.


Foto by alguém (?) no celular da Marta

Foto by Bruna

A  famosa ponte, que me remete ao umbral com força total...rs, que simboliza o pecado/inferno e mãos tentando escapar.


Foto by Déa.

Só tem uma mão com unha pintada de vermelho, notem:


Fotos by Déa
O que seria o vaso? O que seria só essa unha pintada de vermelho?

Seguido de duas esculturas gigantes de "tipo" dois guerreiros guardiões do Portão do Paraíso.

Foto by Dione

Que eu ultrapassei sem maiores problemas....rs...e nenhuma observação (!) Toma essa universo...rs

Foto by Dione.

Ao adentrar na sala principal, que não se pode fotografar, eu fiquei bem decepcionada, a sala é minúscula, bem diferente das fotos proibidas que a gente vê por aí que parece ser uma sala gigante, segundo o artista essa parte do templo representa a mente humana e toda sua complexidade, loucura, consumismo e estilo da vida ocidental. Nelas estão pinturas de Elvis, das Torres Gêmeas, Kung Fu Pand, Michel Jackson entre outros, todos claro pela visão do artista.

Tudo claro tem um simbolismo, criado pelo artista, e pelo que pude levantar dos vários relatos que li, ele escolheu a cultura pop para aproximar e trazer para perto a visão ocidental (talvez, na minha interpretação a quantidade absurda de informação), e também fazer uma crítica ao estilo de vida do povo das bandas de cá, um povo que geralmente não vive com fé, numa referência que nossos heróis não podem nos salvar e que a única salvação é crer e seguir os ensinamentos do Buda. 

As únicas pessoas que alcançam o céu são aquelas que seguem os ensinamentos budistas e elas são retratadas nas pinturas voando para o céu.

Busquei algumas fotos internas na internet que seguem, notem, que as cores aqui são vivas, puxadas para o fogo e confusas como a mente sem paz.





Essas esculturas pops continuam lá fora, como o demolidor, Wolverine, etc.

Foto by Déa.

Uma fonte dourada (prosperidade), com os doze signos do zodíaco, será que seria mais uma crítica do artista (?), não tenho dúvida...rs, mas como já disse em outros posts, você é aquilo que pensa e acredita, e eu costumo pagar pra ver literalmente. Joguei minha moedinha de Baths 10 (R$ 1,00) com toda fé na prosperidade que virá...rs...sob o meu signo (Aquário)

Foto by Dione

Foto by Marta
 Depois crente da prosperidade e felicidade em minha vida,  já agradeci!!!
Foto by Dione ou Marta (?)

Vários lugares estão fechados devido a um terremoto em 2014 que danificou a estrutura e como o templo ainda está em construção, pode ser que quando você o visitar haverá muito mais coisas a serem observadas do que nós vimos.

Lá fora há muitas chaves, chamadas chaves para a felicidade, mas ela só é alcançada por aqueles que tem a paz no coração e seguem os preceitos de Buda. Como os monges que caminham sossegadamente por lá.
Foto by Déa
 Já os demais, são muitos como podem ver, ainda tentam alcançar....(as baixinhas sofrem)

Apesar de ser um templo que foge do “normal” religioso, a fé está dentro de nós e pode ser manifestada em qualquer lugar, e lá não seria diferente.
Foto linda da Bruna.
A verdade é que o templo branco é mais uma obra de arte do que um templo, muito diferente dos que visitamos em nossa viagem.
Apesar da decepção com o tamanho da sala principal, achei o templo belíssimo e recomendo a visita, é preciso ficar atento as diversas “simbologias/loucuras” criadas pelo artista, mas você pode também esquecer tudo isso e simplesmente fazer/inventar as suas interpretações (1 dedo vermelho é alguém que morreu e não conseguiu pintar todos os dedos...rs...o vaso é alguém tentando pegar a chuva para beber água...rs) ou só curtir o passeio à um lugar belíssimo.

Após nossa visita, levamos em torno de 1h30/2h00, nós almoçamos dentro do templo mesmo na entrada que citei, dividimos uma pizza que estava gostosinha, as meninas pediram uma sobremesa e eu fui dar uma olhada nas lojinhas. (Baths 55 cada)

Foto by Déa.

Finalmente comprei um chapéu, o sol não me castigaria mais, e também dois colares lindos.

Nosso motorista/guia nos ofereceu parar na volta, no caminho em algumas lojas (que ele com certeza ganha por levar os turistas lá) e como a maioria gostou da ideia nós fomos:
Em uma fábrica de jóias preciosas, com peças lindas, mas caras.
Em uma fábrica de Seda. Onde se explicava todo o processo manual e incrível desse tecido. 

E é preciso dizer que a Tailândia é uma forte produtora desse tecido, desde que um americano, Jim Thompson, que veio morar em Bangkok na segunda guerra mundial, com seu farro de executivo e empreendedor ressuscitou, investiu e divulgou a produção e venda desse tecido para todo o mundo, tornando a Tailândia num dos maiores produtos de seda.

É um processo lindo, manual, delicado, e demorado, e fiquei morrendo de dó dessas moças o dia inteiro sentadas aí....rs




Em uma fábrica de prata, onde nem desci e só fiquei apreciando essas árvores lindas cheias de flores. (Ps:Em nenhum desses lugares eu consumi, mas tinha coisas lindas).
E quando ia na fábrica de sombrinhas de papel, que eu queria muito ver e fotografar, o grupo, já cansado, resolveu abortar essa última parada, para minha frustração e tristeza...rs

Voltamos para o hotel, tomamos um banho, pegamos um tuk-tuk (Baths 33 cada)


E fomos alimentar nossa barriguinha ocidental em um lugar com uma cultura pop e consumista extrema, o restaurante americano Hard Rock Café...rs.

Vocês estão sentindo que esse dia foi totalmente dedicado as extravagancias da vida!!!


Tá eu ainda como carne, como hambúrguer, consumo mais do que devia e provavelmente eu não passarei pelos guardiões do portão do céu com tanta facilidade....Sorry!!! 
Mas eu estou tentando, estou tentando. (U$ 27 o lanche com o drink não alcoólico) 


Foto by garçom no celular da Marta.

Sei lá, acho que apesar da minha fé “Abalável”, “Instável’, "existente" e "forte" apesar de tudo. mas constantemente em “Renovação”, eu ainda preciso caminhar por muitas tentações e pontes do inferno para alcançar a iluminação. É isso!!!

Após o jantar demos nossa última volta no Night Bazar, consumimos alguns presentinhos, e nos preparamos para deixar essa cidade encantadora, espiritual, com pessoas lindas que cruzaram o nosso caminho, como o Boss, o M, sua irmã, BeeBee, e é claro nossos amados elefantes.

O tuk-tuk da volta foi o mesmo da ida (Baths 33)

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