terça-feira, 13 de junho de 2017

15 - Ko Phi Phi/Maya Bay - Um barco e meu jeito Polyana de ser, uma puta combinação, pelo menos para mim.

Dia 13/05/2017 – Sábado.

Nós já tínhamos comprado no Brasil esse passeio de barco, que é um passeio especialmente para Maya Bay no pôr do sol e no nascer do sol. (R$ 357,00 com frutas, jantar, água, equipamentos, luau, balde de bebida, churrasco, café da manhã, IOF e tudo incluído).

Esse empresa é a única que faz esse passeio, antigamente, era possível dormir na praia, mas com a sujeira que os turistas começaram a fazer, agora, é possível passar a noite próximo da praia, mas no barco. E você pode reservar aqui.

A procura é grande, e a quantidade de lugares por noite é pequena, então, se você tem interesse faça a sua reserva antecipada.

Quando vi esse passeio eu li diversos relatos, até um que era bem negativo, dizendo que esse passeio era para baladeiros, turmas, gente jovem, que era melhor fazer o passeio de barco privativo de Long Tail ao pôr do sol e ao nascer, que não tinha necessidade de se dormir no barco, mas eu discordo totalmente, e é por isso, que eu acho sempre que você deve pagar para ver literalmente, por que, cada pessoa sente a experiência de uma forma.

Bem eu sou meio Polyana, em viagens, em passeios, com amigos, família, como já disse aqui, costumo ver com bons olhos os perrengues e focar no quanto essas experiências costumam trazer aprendizados, risadas e diversão, mesmo que só depois, quando acabam.

As histórias de sítios no meio do mato, atolamentos, noites em claro por conta de morcegos, pescarias, ficar perdido no barco, ser perseguida por um touro...com a minha família são lembranças hilárias das quais tiram minha gargalhada quando lembro, mesmo que sozinha, e que eu guardo no meu coração e me acalantam a alma como lembranças inesquecíveis.

E as viagens com amigos então, cada lembrança hilária, principalmente quando as coisas não saiam como planejadas.

É difícil eu ver a coisa pelo lado ruim, sei lá acho que foram muitos anos com a minha família passando por situações incrivelmente fortalecedores (RS), acho que sou meio imune, mas de verdade eu super hiper recomendo o passeio.

Foi incrível (mas talvez não seja para todos) e eu vou detalhar e você decide se é para você ou não, para mim foi inesquecível, lindo, e eu recomendo... Vem comigo...

Eu e a Dione fomos cedo na cidade, pois, eu precisava trocar dólares por Baths e essa placa no caminho já dá sinais de que o dia vai ser um Puta Dia.

Foto by Déa.

As lojas ainda estavam fechadas quando chegamos lá, abrem ás 10h00.

Troquei o dinheiro e voltamos para o hotel para arrumar nossa mochila para o passeio que saí do píer principal (aquele que chegamos) ás 15h00.



Fotos by Dione.


Aqui é preciso:
Biquíni
Canga
Toalha (levamos uma do hotel que disponibilizava gratuitamente) (levei a minha também que serviu de cobertinha)
Todos os protetores solares (rosto, boca, corpo)
Chapéu
Repelente.
Eu levei aquela minha garrafinha de água que mantem quente ou gelada por 24 horas, além de algumas garrafas de água. (Tem tipo um garrafão de água no barco, mas fiquei meio preocupada com a limpeza desse garrafão e não tomei água de lá).
Salgadinho e chocolate (embora não tenha sentido fome)
Troca de roupa seca com calcinha para não dormir de biquíni.
Eu levei um pijama de manga comprida e calça, pois, geralmente a noite costuma esfriar e também para me proteger de bichos.
Moletom pelo mesmo motivo do pijama (e usei viu).
Case para sua máquina fotográfica ou celular, á prova de água, e é bom também um desses de pendurar para você não perder o celular na água.
Eu levei uma máscara de dormir.

Você passa o dia todo praticamente no mar, então, é roupa de praia mesmo.

Almoçamos antes de ir para o barco, no hotel mesmo. (Baths 200).

Seguimos á pé para o pier principal, e o barco já estava lá, embarcamos e conhecemos a tripulação que era super animada e muito queridos.

Lady Boy era o mais animado ...mas todos foram de uma gentileza e alegria contagiante.

Além claro dos outros participantes do passeio. Tinha duas meninas dos outros grupos da escola de Yoga e também mais umas 4 brasileiras. (Três de Campinas e uma de Maringá).

E brasileiro quando se encontra pelo mundo já sabe né? Se junta pra não largar nunca mais...rs. É noiz (menos os 4 lá de trás...rs) e o Sérgio tirando a foto.

Foto by Sérgio


No caminho várias paisagens lindas.

Frutas como melancia e abacaxi são servidas e ajudam a dar uma refrescada.


Foto acima by Déa.

Passamos pela Viking Caves novamente, que é fechada á visitação, e que só se vê do barco e escuta novamente a historia dos passarinhos que secretam esse muco...rs, tão valorizado pelos Chineses.

Nossa primeira parada é em Phi Leh Bay para snorkell. 

É bem fundo e mesmo os que nadam bem, vestem colete salva vidas, e diante do meu medo, por não saber nadar, todos me incentivam a descer do barco, e diante da conferência do moço do barco mil vezes (mentira umas 100) no colete e amarras do mesmo e da garantia que eu não ia afundar e do Sérgio me falar: Déa o colete chama salva vidas....rs... eu desci e já levei uma mordida de um peixe na mão (será batismo?) e ameiiiiii!

Foto by Sérgio


É cheio de peixes, no mar calmo, translúcido, verde e lindo. 

Mesmo vencendo o meu medo eu fiquei grudada na corda (que delimita a entrada dos barcos), em quanto a maioria nadava entre as rochas e viam peixes nadando no fundo calmamente.

Ficamos lá por meia hora e depois seguimos para Maya Bay, de longe a gente já vê a beleza, mas vou confessar, é linda sim, mas nenhum dos lugares que paramos por aqui devem nada a Maya Bay, a prainha que paramos no passeio de barco na chuva era tão linda quanto.

Foto by Déa.


Mas é linda sim, nosso barco ancora longe por ser um barco grande.

Como somos muitos, é dividido em duas levas e eu vou na segunda.

Aguardamos o barquinho chegar aqui na parte de baixo do barco, e saltamos por essa portinha para o barquinho.

Foto by Déa.



Fotos acima by Déa.

O sol está indo embora, a maré está baixa e as fotos ficam assim geniais.  



Tão geniais que eu até danço...rs

Fotos acima bay Dione no meu celular


Eu a Dione ficamos curtindo o fim do dia em Maya Bay.... 

Foto by alguém? 

Fui ao banheiro que tem na ilha e é um lugar cheio de árvores e lindo, super bem cuidado, e é hora de voltar ao barco. (Com placas de área de segurança em caso de tsunami)

Vou no segundo barquinho novamente, e como a maré está baixa

Primeira foto by Déa, segunda by Dione no meu celular.


O barco não consegue mais vir até onde ele tinha nos deixado, é preciso caminhar pelos corais até um lugar onde o barquinho possa nos pegar, e encontramos o Nemo...

Foto by Déa.


Estamos indo para o barco, quando a tripulação começa a gritar e apontar, eles avistaram um tubarão branco, eu torço para ver, mas preciso confessar que vi 2 vultos na água, mas não vi o tubarão...sorry mundo...

Eles estão eufóricos com a visão, dizem que o tubarão veio especialmente para nós.

A moça que cozinha olha pra mim super feliz e eu sorrio de volta, me sentindo especial, por que, não?

Tiro essa foto do barquinho, do dia se despedindo, e é uma das minhas fotos mais especiais. Realmente uma foto com o título Andrea e o Mar...rs

Foto by Déa.


Voltamos para o barco e alguém tira essa foto de nós, (não sei se a Mi ou o Sérgio – que já tinham voltado para o barco).

Fotos do barco by Michele ou Sérgio ?

E não tem melhor modo de se despedir desse dia, da superação do meu medo de afundar, de ter conhecido Maya Bay, mais uma praia linda da Tailândia, essa com o titulo de A Praia (a filmagem do filme do Leonardo de Caprio foi feita aqui), ver o Nemo, um tubarão que veio falar oi especialmente para nós, em um dia lindo, sem chuva e com gente amiga e querida demais. Uau que dia!!!

Assistimos o sol se pondo do barco também.


Foto by Déa.
E é hora do jantar, esse curry maravilhoso, vegetariano, um dos melhores que comi na vida e na viagem, apimentadinho na medida certa.

Foto by Déa.

Depois do jantar os guias atracam em uma prainha linda que não sei o nome, mas parece muito com a prainha do passeio de barco na chuva, só que maiorzinha.

Eles preparam tudo com muito capricho para o nosso Luau. Na foto a Dione, e o barco lá no fundo iluminado.

Foto by Déa.


Com pequenas fogueiras, esteiras para sentar, ganhamos nosso "baldinho" (comum na Tailândia) de bebida preparado na hora, eu peço bem pouco bebida alcoólica, mas não ia perder a chance de experimentar.
Foto by Dione.


A moça até riu, pois, ela estava colocando o rum e eu já fiz para parar...rs...tinha mais coca que outra coisa, já que não bebo mais bebidas alcoólicas, só em momentos especiais, embora eu ainda goste de um vinho, pro-seco, caipirinha e rum tailandês...rs...

Nosso guia Lady Boy, a fogueirinha e sua cerveja.

Foto by ?
Ainda rola um churrasco Tailandês, com coxinha de frango, pão, e batata assada. 

Comi o pão e a batata, mas não comi a coxinha, embora parecia estar boa (tostadinha).

Foto by Déa.

A galera que fala inglês brincam e conversam, nós brasileiros, sentamos em uma torra com um violão e uma das meninas que mora em Maringá (no Paraná, terra dos meus pais e familiares), toca até umas modas sertanejas.


Foto by Déa.
A vontade de fazer xixi é grande, mas como não tem banheiro, ou se faz no mato (sorry natureza) ou na água, você escolhe.

Voltamos para o barco, com essa lua cheia linda, e somos preparados para mergulhar novamente.

Foto by Déa.


O barco apaga todas as luzes, todos com coletes salva vidas descem para ver os Plânctons, inúmeros seres vivos minúsculos (animais, vegetais ou de outros tipos), sem capacidade de locomoção que flutuam á deriva no mar e ao serem perturbadas brilham com um verde fosforescente. (essa capacidade ainda não foi esclarecida, mas acham que seja para confundir predadores). 

Devido a ter que apagar tudo para ver eles brilharem, os guias pedem que não tiremos fotos, para não estragar a experiência.

Junta-se numa muvuca no mar, todos se debatendo para ver mais e mais, e eu bem perto do barco, num contato mais pessoal, pois, meu medo por não saber nadar e as pessoas batendo em mim fazem com que eu perca meu frágil equilíbrio de vencer meu medo e me manter segura.

Meus amigos são super gentis comigo e me perguntam se eu estou vendo, batem na água para mim, tentam me dar o óculos para eu enfiar a cara no mar...rs, mas meu medo fala mais alto.

Mas amei a experiência, é lindo demais, com a lua cheia, seres iluminados e risadas vindas da escuridão de seres do mundo todo.

Voltamos novamente (eu uma das primeiras, já que estava perto) para o barco, felizes e animados, e tomamos uma baldada de água doce cada.

Hora de se secar, e colocar o pijama para dormir, já que não tem banho por lá não minha gente.

O Sérgio segura uma toalha na porta de um quartinho que fica os colchonetes, e eu e a Dione (nunca que ia entrar nesse quartinho sozinha, o cheiro e a muvuca de coisas jogada lá dentro me dá medo), colocamos roupa para dormir.

Os colchonetes são espalhados por todo barco, nós dormimos no segundo andar e meu colchonete é o primeiro de todos (no bico do barco). 

A tripulação nos dá um saco de dormir que serve para se cobrir (falam que faz frio de madrugada), e nos viramos como podemos para passar o noite da melhor forma possível.

Foto by Déa


E assim exaustos nos despedimos com o balanço do mar.

Foto by Déa.

Para ler o dia anterior, Clica aqui.

Continua...

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